Mostrando postagens com marcador Relações Amorosas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relações Amorosas. Mostrar todas as postagens

26 de novembro de 2019

Entre Elas: Relações Afetivo-Sexuais entre Mulheres Negras em "Beijo na Face” e "Isaltina Campo Belo", de Conceição Evaristo

Autora: Eduarda Lamanes Gomes

Resumo:
O trabalho visa analisar dois contos da consagrada autora mineira Conceição Evaristo, “Isaltina Campo Belo” e “Beijo na face”. O primeiro conto, publicado – junto a mais doze textos do gênero – no livro Insubmissas lágrimas de mulheres, participa do projeto do livro, o de registrar ou representar o que a autora chama de “vozes-mulheres”, vindas de personagens negras que contam suas histórias. O segundo, “Beijo na face”, publicado pela primeira vez em 2003, na série literária Cadernos Negros, consta também da antologia Olhos d’água organizada, em 2014, pela Editora Pallas. Com a mobilização de abordagens produzidas por teóricas que se dedicaram a pensar, dentre outras coisas, a sobreposição de violências que atingem àquelas pessoas que participam de mais de um grupo socialmente oprimido, ou “Interseccionalidade”; o fazer literário de pessoas negras no Brasil e a afetividade de mulheres negras, intenta-se construir uma leitura que examine as relações entre as identidades compartilhadas pelas personagens dos dois contos, sem que se esqueça, obviamente, de destacar análises dos aspectos de construção literária selecionados por Conceição Evaristo. 

Ano da publicação: 2017

Publicado por/em: V Seminário Internacional Enlaçando Sexualidades

Clique aqui para acessar o trabalho.

20 de setembro de 2019

Do amor entre mulheres: Narrativas de amores e lesbianidades

Autoras: Danielly Christina Souza Mezzari e Leonardo Lemos de Souza

Resumo:
Este texto é fruto de uma dissertação de mestrado que se propôs a pensar as relações amorosas entre mulheres. Conversamos com cinco mulheres lésbicas sobre relacionamentos amorosos e construímos narrativas sobre suas histórias em parceria com cada uma delas de maneira que o texto final foi produto de um encontro de afetos e estilos. Optamos por pensar, neste artigo, acerca das lesbianidades e apresentar algumas discussões que foram produzidas por meio da construção destas narrativas.

Ano da publicação: 2017

Publicado por/em: Revista Periódicus

Clique aqui para acessar o trabalho.

27 de agosto de 2019

Mídia e Sexualidade: a relação lésbica na revista TPM

Autora: Bruna Mariano Rodrigues

Resumo:

Relações homoafetivas ganham cada vez maior visibilidade na mídia brasileira, que se constitui como um rico acervo de costumes e valores, documentando e construindo a realidade social. Apesar disso, as revistas femininas não tratam do tema com frequência. O presente artigo analisa, por meio de técnicas de análise de discurso, de que maneira são apresentadas as relações lésbicas na revista TPM, única publicação brasileira que conta com uma coluna permanente escrita por uma jornalista assumidamente homossexual. Demonstra-se, por último, que a chamada “Coluna do Meio”, assinada por Milly Lacombe, apresenta um modelo tradicional de relacionamento amoroso, que pressupõe estabilidade e monogamia.

Ano da publicação: 2011


Publicado por/em: Revista Latinoamericana

Clique aqui para acessar o trabalho.

7 de agosto de 2019

Lota Macedo Soares e Elizabeth Bishop: amores e desencontros no rio dos anos 1950-1960

Autora: Nadia Nogueira

Resumo: 
Esta tese reflete sobre as condições subjetivas relativas à relação amorosa entre Lota Macedo Soares e Elizabeth Bishop, entendendo que elas foram capazes de inventar  vínculos afetivos e sexuais fora dos espaços institucionais, como a família e a maternidade. No contexto dessa experiência, elas assumiram novas maneiras de relacionarem-se consigo mesmas e com o meio social no qual estavam inseridas. Considerado perversão, doença, associado à criminalidade, assim o homoerotismo feminino foi nomeado pelos discursos médico-legais. Neste trabalho, resgato a discussão sobre essas práticas, sublinhando a importância da sua desconstrução, por entender que esse pensamento conservador discriminou as mulheres envolvidas nessas relações. Ademais, aproximo-me dos estudos que tornaram visíveis a diversidade das experiências femininas, atentando para a divisão binária da sociedade sob a qual o sexo tornou-se uma evidência inquestionável apagando as múltiplas formas de manifestação do humano.

Ano da publicação: 2005

Publicado por/em: Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - Tese - Universidade Estadual de Campinas

Clique aqui para acessar o trabalho.

5 de agosto de 2019

Por uma Literatura das Ausências e das Emergências: as Afro-lésbicas na escrita de Miriam Alvez e Zula Gibi

Autora: Camila Dias

Resumo:
Desde sua gênese, o corpo feminino nunca foi interpretado totalmente como de direito das mulheres, pois sempre foram os homens – médicos, educadores, sociólogos, dentre outros – os responsáveis pela legitimação de uma gama de discursos que pretendiam educá-lo. O que chamo de literatura das ausências e das emergências, configura-se partindo das concepções de Boaventura de Souza, ao teorizar uma sociologia das ausências e das emergências. Assim, o corpus deste trabalho são dois contos – New York e Os olhos verdes de Esmeralda – da escritora Miriam Alves e seu heterônimo Zula Gibi; estabelecendo um diálogo entre as duas escritas, enfatizando em três eixos: corpo, violência e afetos, nas narrativas lesboafetivas. Estas tessituras literárias abrem caminhos para problematizarmos algumas questões do universo ficcional lésbico, desde o silenciamento até o direito de existir destas identidades. Partindo destes pressupostos, trago um plano de análise metodológico, tendo como ponto de partida a experiência da mulher lésbica, das personagens, nas prosas de Miriam Alves e Zula Gibi, discutindo os seguintes pontos: como a afrolésbica ocupa outro lugar de fala ao fugir dos modelos ditos femininos (casar, ser mãe) e não reproduzir os moldes da família patriarcal? Como essas histórias são construídas e de que maneira subverte os paradigmas sociais contemporâneos? Por que as identidades lésbicas são tratadas como segredo nos enredos, questionando e resistindo ao status quo socialmente padronizado?

Ano da publicação: 2016

Publicado por/em: XV ABRALIC

Clique aqui para acessar o trabalho.

2 de julho de 2019

Entre Mulheres: estudo etnográfico sobre a constituição da parceria homoerótica feminina em segmentos médios na cidade de Porto Alegre - RS

Autora: Nádia Elisa Meinerz

Resumo: 
Nesta dissertação, são analisadas as práticas e significados sociais envolvidos na constituição da parceria homoerótica entre mulheres pertencentes aos segmentos médios da população, na cidade de Porto Alegre. A partir da abordagem etnográfica, o trabalho discute a compreensão da homossexualidade feminina explorando as diferentes formas de vivenciar as experiências sexuais e afetivas. A análise dos espaços de sociabilidade demonstra que o par homoerótico se estabelece em meio à conformação de estilo de vida, compartilhado pelas redes de relações nas quais as mulheres estão inseridas. A busca de parceiras, orientada pelo “gosto de classe”, informa sobre o tipo de feminino valorizado, que pode ser sintetizado na expressão: nem caminhoneira e nem perua. O processo de construção da feminilidade, que se dá entre mulheres, é pautado, ao mesmo tempo, pela repetição e pela subversão das expectativas de gênero. As narrativas sobre as histórias da parceria que compõem a trajetória sexual e afetiva das participantes da pesquisa apresentam os valores e significados atribuídos pelas mulheres às suas práticas sexuais. A pesquisa demonstra ainda que a constituição da parceria está relacionada a diferentes formas de enunciação das relações homoeróticas, que vão desde a ênfase em dar visibilidade como estratégia política, até a posição de não deixar a homossexualidade estampada na cara. A escolha pela forma de enunciação da homossexualidade pode ser interpretada segundo diferentes concepções de individualismo que são discutidas em relação à constituição da parceria sexual e afetiva entre mulheres.

Ano da publicação: 2005

Publicado por/em: PPG em Antropologia Social - Dissertação - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Clique aqui para acessar o trabalho.

19 de junho de 2019

“Lésbica futurista, sapatona convicta”: da abjeção ao ser político

Autoras: Tânia Lara Marcelino Souza e Aline Najara da Silva Gonçalves

Resumo: 
Abordar aspectos relacionados à comunidade LGBT impacta em discorrer sobre a invisibilidade em torno das relações lesboafetivas, bem como acerca da sexualização dos corpos das mulheres lésbicas numa sociedade machista, que busca a todo modo rotular a figura da mulher. Diante do exposto, o presente artigo objetiva discutir a percepção do corpo da mulher lésbica numa perspectiva interseccional, analisando como as opressões, a estereotipação e a erotização das relações lesboafetivas afetam tanto o modo como a sociedade enxerga a sapatão, quanto o seu comportamento diante desta sociedade. A análise se ampara em pesquisas realizadas por Judith Butler (2003), Iasmim Alves Ferreira de Carvalho et al. (2014), Lívia Gonçalves Toledo e Fernando Silva Teixeira Filho (2016). Desse modo, trata-se de uma pesquisa bibliográfica em processo de construção. A escassez de pesquisas sobre o tema sinaliza a necessidade de investigar as vivências das mulheres lésbicas, a fim de romper com o estereótipo que classifica essas mulheres como abjetas, promíscuas e sem legitimidade sexual, auxiliando na construção de uma nova concepção sobre os corpos lésbicos, tornando legítimo seu desejo sexual e livrando-se do estigma de ser promíscuo e maldito, que por muito tempo assolou a mulher que ousasse fugir do padrão heteronormativo.

Ano da publicação: 2020

Publicado por/em: Revista Discentis

Clique aqui para acessar o trabalho.

Lésbicas, família de origem e família escolhida: um estudo de caso

Autora: Cynthia Regina Pemberton Cancissu

Resumo: 
O presente estudo discute a rede de relacionamento lésbico, a presença de uma família escolhida e como se constrói esta rede de relacionamentos. Para chegar a uma possível compreensão deste fenômeno, realizou-se uma pesquisa qualitativa com delineamento de estudo de caso e entrevista semi-estruturada. O caso escolhido para o estudo foi o de uma mulher homossexual assumida, com mais de 30 anos de idade e com a vivência de mais de um relacionamento amoroso homossexual significativo. No estudo, foram abordados elementos vinculados à aceitação da própria homossexualidade, processo do assumir-se, especialmente para a família de origem, a relação com esta e a construção de novos relacionamentos, destacando-se o relacionamento com a comunidade lésbica. A pesquisa evidenciou a dificuldade vivida para se aceitar como homossexual, bem como assumir-se para a família de origem. Diante da reação desta, a participante sai em busca de uma rede que a apóie, e a encontra na comunidade lésbica; Desde então, passa a construir novos relacionamentos, amizades, relacionamentos amorosos e relacionamentos com ex-parceiras, que vão compor sua nova família. Ao mesmo tempo, a relação com sua família de origem passa por diversas mudanças até a aceitação total de sua homossexualidade. Finalmente, rede de relacionamentos e família de origem unem-se para formar uma família escolhida que reflete uma rede complexa de relacionamentos.

Ano da publicação: 2007

Publicado por/em: PPG em Psicologia Clínica - Dissertação - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
 
Clique aqui para acessar o trabalho.

3 de junho de 2019

Consentimento: em defesa do sexo não-fascista

Autora: Pseudônimo Safo, 

Resumo: 
Quando abrimos mão de “falar o sexo”, falar sobre o sexo, consentir com palavras altas e claras, deixamos nossa vida sexual percorrer o caminho perigoso e turvo das interpretações. Um caminho que não foi por nós inventado. Se os homens fazem sexo-instin- to, rogo para que nós mulheres que amam mulheres façamos sexo-verbo sexo-dito sexo-discurso. Nosso ato sexual deve começar aí. Começar na palavra. No diálogo. No consenso-dito de ambas as partes. Apenas por intermédio da conversa sincera uma com a outra permitimos o alcance de nossa subjetividade, nosso interior. Só a partir daí conhecemos os significados e o mundo uma da outra. E eu defendo que quanto mais soubermos sobre essas subjetividades mais o sexo será libertador e transgressor para nós. Mais proveitoso e em consonância com to- das as facetas éticas de uma vida feminista anti-capitalista lesbiana.

Ano da publicação: 2019

Publicado por/em: Herética/Herétika

Clique aqui para acessar o trabalho.

19 de setembro de 2018

Colonialidade da sexualidade: uma análise comparada e colaborativa sobre violência em relações lésbicas em Bogotá, Brasília e Cidade do México

Autora: Ana Cláudia Beserra Macedo

Resumo: 
A violência em relacionamentos lésbicos é um fenômeno complexo e pouco debatido nas ciências sociais, nos estudos sobre gênero e sobre sexualidade. Diante dessa lacuna, realizou-se a análise comparativa de experiências vividas em Bogotá, Brasília e Cidade do México, por meio da proposta conceitual da colonialidade da sexualidade e suas interseccionalidades com raça, gênero e classe. Analisaram-se também as implicações desses episódios de violência com os processos imbricados da heterossexualidade compulsória na lesbofobia social; do modelo amatório baseado no ideal de amor romântico em relações lésbicas; e do pensamento hetero na lesbofobia internalizada. A partir das legislações de enfrentamento à violência contra as mulheres na América Latina e Caribe, da bibliografia produzida na região sobre a temática, analisaram-se conceitos, tipologias e manifestações da violência em contexto lésbico. Adotou-se a metodologia colaborativa para a realização de uma pesquisa de encontro com quatro organizações lesbofeministas (Corporación Femm, em Bogotá; Coturno de Vênus, em Brasília; e El Clóset de Sor Juana e Musas de Metal, na Cidade do México) e nove participantes lésbicas entrevistadas nas três cidades. Foram também apresentadas estratégias encontradas e propostas para descolonizar amores e buscar caminhos para a descolonização da sexualidade.

Ano da publicação: 2020

Publicado por/em: Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados sobre as Américas - Tese - Universidade de Brasília

Clique aqui para acessar o trabalho.