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24 de junho de 2020

Gênero e sexualidade nos discursos de ícones lésbicos e bissexuais da MPB

Autoras: Adélia S. Procópio, Mara C. S. Lago e Vânia B. Müller

Resumo: 
O texto apresenta o projeto que está norteando uma pesquisa, em andamento, que visa estudar os discursos de gênero e sexualidade nas carreiras de ícones lésbicos e bissexuais da música popular brasileira (MPB), no período de 1990 a 2017. O objetivo geral é analisar os discursos de gênero nas carreiras artísticas de ícones lésbicos e bissexuais da MPB. Os objetivos específicos são: a) analisar, dentro do repertório musical composto ou interpretado, os discursos sobre gênero e sexualidade; b) analisar os discursos de gênero e sexualidade na performance vocal, corporal e cênica dessas cantoras; c) analisar o posicionamento público sobre gênero e sexualidade dessas artistas, em especial, quanto à visibilidade lésbica e bissexual. Em termos metodológicos, nos utilizamos da Análise do Discurso, de orientação da escola francesa e também de teorizações de Foucault (1996; 2008) acerca do funcionamento do discurso e de sua abordagem. O referencial teórico inclui perspectivas que entendem a música como  fenômeno social e constituído e constituinte das relações de gênero e sexualidade (RUIZ, 2012; MARTÍ 1999; PREVOST e RAVET, 2007; MELLO, 2007). Nesse texto ainda não são apresentados resultados da pesquisa.

Ano da publicação: 2018

Publicado por/em: Anais do I Aquenda Seminário Nacional de Comunicação, Gêneros e Sexualidades

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22 de outubro de 2019

Do Feminino ao Feminismo: Uma Análise de Reportagens na Revista AzMina

Autoras: Thais Martins Rossi e Maria Emília Pelisson Manente

Resumo:
As mulheres integram os chamados grupos minoritários, diferenciados em sociedade por características e discrminações étnicas, religiosas, cor de pele, país de origem, situação econômica e de gênero. A Revista AzMina, um periódico online feminista, através da prática de reportagem, dá espaço para essa questão com uma linguagem simples, discurso retórico e crítico, para assim gerar no leitor o questionamento: como eu enxergo as mulheres? Essa pesquisa analisou cinco reportagens, através das metodologias análise do discurso e retórica, para entender como o fazer jornalístico da revista, quando se trata de mulheres, é ressignificado de feminino para feminista, a partir da assimilação de conteúdos num espaço público e democrático, que é a internet. 

Ano da publicação: 2019

Publicado por/em: XXIV Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste

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27 de agosto de 2019

Mídia e Sexualidade: a relação lésbica na revista TPM

Autora: Bruna Mariano Rodrigues

Resumo:

Relações homoafetivas ganham cada vez maior visibilidade na mídia brasileira, que se constitui como um rico acervo de costumes e valores, documentando e construindo a realidade social. Apesar disso, as revistas femininas não tratam do tema com frequência. O presente artigo analisa, por meio de técnicas de análise de discurso, de que maneira são apresentadas as relações lésbicas na revista TPM, única publicação brasileira que conta com uma coluna permanente escrita por uma jornalista assumidamente homossexual. Demonstra-se, por último, que a chamada “Coluna do Meio”, assinada por Milly Lacombe, apresenta um modelo tradicional de relacionamento amoroso, que pressupõe estabilidade e monogamia.

Ano da publicação: 2011


Publicado por/em: Revista Latinoamericana

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26 de agosto de 2019

Discursos de Violência Contra Mulheres LBT: Invisibilidade e Silenciamento

Autora: Mônica Karpinski

Resumo:

A violência contra a mulher, mesmo sendo combatida diariamente através de leis e militâncias, ainda é muito presente na sociedade brasileira, produzindo-se de diversas formas e atingindo todos os grupos de mulheres. Esta pesquisa teve como objetivo compreender os discursos sobre violência contra mulheres lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, entendendo que estas correm um risco particular de violência, pois, além de sofrerem pela desigualdade de gênero vigente na sociedade, escapam do padrão cis-heterono​rmativo. O trabalho parte da perspectiva teórico-metodológica da Análise de Discurso de Michel Pêcheux (1995). Como corpus, tomaram-se depoimentos coletados online, por meio de uma postagem em um grupo no Facebook. As violências descritas se dão no espaço público e privado, de forma mais ou menos explícita. A violência como efeito está ancorada em uma formação discursiva conservadora que toma o padrão heteronormativo como regra. A análise apontou ainda para a dificuldade de nomeação das situações de violência vividas, bem como uma política de silêncio imposta em relação à própria condição de mulher LBT.

Ano da publicação: 2019


Publicado por/em: Revista PSI UNISC


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8 de julho de 2019

Reflexão sobre o trabalho, vivências e práticas musicais de mulheres compositoras em Manaus a partir de 2000

Autora: Klissy Kely Guimarães

Resumo: 
Este estudo pretende refletir interdisciplinarmente a questão da música como instrumento de trabalho, de resistência, de identidade e de empoderamento das compositoras atuantes em Manaus a partir dos anos 2000 até 2019. As razões para esse recorte temporal se baseiam em três fatores distribuídos nos respectivos planos sociais: Primeiro, pela maior investigação e implementação de direitos das mulheres no país, jurídico. Segundo, maior poder de compra dos brasileiros em geral, o que teve impacto na produção e visibilidade do trabalho das compositoras em questão, devido à desburocratização desse processo a partir dos anos 2000, econômico. Terceiro, pela transição do modo de fazer, produzir e ouvir (consumir) música do analógico para o digital, de inovação tecnológica. Serão apresentados os meios e as análises dos materiais coletados em jornais, revistas, acervos e entrevistas gravadas em áudio e vídeo realizadas no decorrer desta pesquisa, em busca de prover meios para uma reflexão crítica acerca da vida e do campo musical de Manaus, onde atuam as referidas compositoras. O uso da Análise de Discurso Crítica – ADC fornecerá subsídio teórico para um modo de pensar a respeito do conteúdo de sete letras de músicas compostas por algumas delas no referido tempo-espaço, apresentando como se dialogam, influenciam, interferem e relacionam com seu meio social. Partindo de uma premissa histórico musicológica também no que concerne à discussão de várias culturas que imigraram para a cidade que de algum modo teceram as manifestações culturais produzidas nela, resultando nos fenômenos da “glocalização” e também no sincretismo cultural. Discorrer-se-á a respeito do papel dos meios de comunicação locais, do Estado, das políticas públicas, dos festivais e das mostras musicais como legitimadores do trabalho das compositoras em Manaus dentro do referido recorte temporal. No entanto, é imprescindível o debate a respeito de como as principais teorias do conhecimento social, jurídico e científico predominantes nos dois últimos séculos exerceram poder sobre as mulheres como um todo, especificamente nesta cidade. Esmiuçando numa descrição com pretensão etnográfica, como tais concepções, apesar de tantas transformações sociais pelas quais o planeta tem passado, alcançam a música contemporânea. Visa à compreensão da dinâmica social atual a partir de fragmentos históricos partindo de uma perspectiva interdisciplinar de crítica ao colonialismo. Serão apresentadas ainda, reflexões de cunho historiográfico a respeito dos fatores sociais que possam ter contribuído para o fenômeno da invisibilidade das mulheres como autoras e consequentemente compositoras. Por fim, nos anexos e apêndices constam ainda: uma lista com os nomes de compositoras, que de algum modo foram contactadas, seja em bibliografia ou pessoalmente em razão desta pesquisa, além de composições e poemas compostos por esta autora, estimulados pelos assuntos estudados no decorrer desta investigação.  

Ano da publicação: 2020

Publicado por/em: PPGICH - Dissertação - Universidade Federal do Amazonas

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