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26 de novembro de 2019

Sinais de luta, sinais de triunfo: traduzindo a poesia negra lésbica de Cheryl Clarke

Autora: Tatiana Nascimento dos Santos, Denise Botelho

Resumo:
Com traduções comentadas dos poemas Intimacy no luxury (2006a) e We are everywhere (2006e), da teórica poetisa lésbica negra Cheryl Clarke, analisamos o uso que Clarke faz em sua obra poética/teórica da energia do erótico, questionando a invisibilização da negritude lesbiana. Primeiro, discutimos sua inserção numa tradição poética afro-diaspórica desde a qual Clarke defende a poesia como exercício epistêmico legítimo e questionador de uma cultura textual acadêmica centrada na prosa. Depois, abordamos sua retomada da assunção feminista do erótico, proposta por Audre Lorde, para orientar e dar sentido à sua própria escrita-existência negra lesbiana. Finalmente, com os poemas selecionados traduzidos para o português brasileiro a partir da abordagem de tradução feminista como um encontro de alteridades que funda uma poética da alteridade e visibilidade sugerida por Barbara Godard, comentamos a pungência dos poemas de Clarke enquanto resposta à tradição do silêncio denunciada por Gloria Anzaldua como estratégia discursiva de um heteropatriarcado racista.

Ano da publicação: 2013

Publicado por/em: Revista Língua & Literatura

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15 de agosto de 2019

Construindo uma política feminista translocal da tradução

Autora: Sonia E. Alvarez

Resumo: 
Nosso projeto coletivo Translocalities/Translocalidades: Feminist Politics of Translation in the Latin/a Américas (Políticas Feministas de Tradução na América Latina) explora como discursos e práticas feministas viajam por uma variedade de lugares e direções e acabam se tornando paradigmas interpretativos para a leitura/escrita de questões de classe, gênero, sexualidade, migração, saúde, cidadania, política e circulação de identidades e textos. Sustentamos que a tradução é política e teoricamente indispensável para forjar epistemologias e alianças políticas feministas, antirracistas e pós-coloniais/pós-ocidentais, pois as Américas Latinas – enquanto formação cultural transfronteiriça e não territorialmente delimitada – devem ser entendidas como translocais em dois sentidos. O primeiro sentido que usamos – o de translocalidade – parte de movimentos além das concepções da “política da localização” empregadas pelo feminismo terceiro-mundista estadunidense. Mais do que “migrar” e “se assimilar”, muitas pessoas nas Américas Latinas cada vez mais se movem de um lado para outro entre localidades, entre lugares historicamente situados e culturalmente específicos, ainda que porosos, atravessando múltiplas fronteiras, e não apenas entre nações (como deixa a entender o termo “migração transnacional”, por exemplo). Empregamos a expressão translocal, então, em um segundo sentido, que chamamos de translocalidades, precisamente para capturar esses cruzamentos e movimentos multidirecionais.

Ano da publicação: 2009

Publicado por/em: Revista Estudos Feministas

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7 de agosto de 2019

Letramento e tradução no espelho de Oxum: teoria lésbica negra em auto/re/conhecimentos

Autora: Tatiana Nascimento dos Santos

Resumo:
A baixa tradução de feministas lésbicas negras no Brasil me leva a traduzir Audre Lorde, Uses of the erotic: the erotic as power e Poetry is not a luxury; Cheryl Clarke, Intimacy no luxury e We are everywhere; e Doris Davenport, Black lesbians in academia: visible invisibility. Primeiro discuto a importância desses textos para a formação ativista, intelectual e subjetiva de ativistas negras lésbicas em formação acadêmica. Penso tradução como política de letramento lésbico negro feminista. Daí, analiso as traduções com Barbara Godard e Sonia Alvarez, que pensam escrita e tradução feminista como transformação crítica do falogocentrismo e tráfico epistêmico na diáspora afro-latino-americana. Logo, miro a poesia como episteme cara à diáspora afro-americana; e me volto à mito-metáfora do caso entre Oxum e Iansã para pensar esses textos como pedagogias textuais/sexuais ancestrais da lesbiandade negra diaspórica. Por fim, vejo Oxum e seu espelho, o abebé, como modelo de autoconhecimento que chama uma mirada para dentro, para si. Junto à genealogia matrilinear de Pilar Godayol, o abebé surge como metáfora de teorias lésbicas negras e suas traduções compartilhadas pela palavra na diáspora afro-americana, em que o texto de uma outra permite o mergulho em mim mesma para mais sentir minha própria lesbiandade negra.

Ano da publicação: 2014

Publicado por/em: PPG em Estudos da Tradução - Tese - Universidade Federal de Santa Catarina

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