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24 de setembro de 2019

Repensar as relações sociais de sexo, classe e “raça” na globalização neoliberal

Autora: Jules Falquet

Resumo:

A autora procura demonstrar como funciona a co-formação das relações de poder (relações sociais de sexo, de “raça” e de classe), a partir da análise da re-organização da divisão do trabalho e, mais particularmente, do “trabalho considerado feminino”, uma e outra provocadas pela globalização neoliberal e que, ao mesmo tempo, modificam aquelas relações.

Ano da publicação: 2008


Publicado por/em: Revista de Ciências Sociais

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25 de agosto de 2019

Homonacionalismo como mosaico: viagens virais, sexualidades afetivas

Autora: Jasbir K. Puar

Resumo:
Neste artigo irei contextualizar o aumento do número de movimentos de gays e lésbicas no âmbito dos debates sobre os discursos dos direitos e da temática dos direitos, que é seguramente o mais forte afrodisíaco do liberalismo. Analiso o modo como a sexualidade se tornou parte de uma formação essencial na articulação de cidadãos plenos através dos vários registos, como género, classe e etnia, quer nacional, quer transnacionalmente. Este estudo posiciona claramente o homonacionalismo como categoria analítica necessária à compreensão e concepção histórica dos motivos pelos quais o estado de uma nação como simpatizante gay se tornou desejável à partida. Como a Modernidade, o homonacionalismo pode ser objeto de resistência e de ressignificação, mas não pode ser excluído: todos somos condicionados por ele e através dele. O artigo encontra-se estruturado em três secções. Começo por apresentar uma panorâmica do projeto Terrorist Assemblages, prestando atenção, em particular, à utilização do termo “homonacionalismo”. Em segundo lugar, discuto o homonacionalismo no contexto da Palestina/Israel, com o objetivo de demonstrar a relevância dos discursos sobre direitos sexuais e da narrativa de “lavagem cor-de-rosa” para a ocupação. Termino com uma reflexão acerca do potencial inerente ao pensamento da sexualidade, não como uma identidade, mas como mosaicos de sensações, afetos e forças. Esta viralidade da sexualidade desestabiliza produtivamente as noções humanistas dos sujeitos da sexualidade, assim como a organização política que procura resistir aos discursos jurídicos instituídos com o objetivo de nomear e controlar estes sujeitos de sexualidade.

Ano da publicação: 2015

Publicado por/em: Revista Lusófona de Estudos Culturais

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15 de agosto de 2019

Construindo uma política feminista translocal da tradução

Autora: Sonia E. Alvarez

Resumo: 
Nosso projeto coletivo Translocalities/Translocalidades: Feminist Politics of Translation in the Latin/a Américas (Políticas Feministas de Tradução na América Latina) explora como discursos e práticas feministas viajam por uma variedade de lugares e direções e acabam se tornando paradigmas interpretativos para a leitura/escrita de questões de classe, gênero, sexualidade, migração, saúde, cidadania, política e circulação de identidades e textos. Sustentamos que a tradução é política e teoricamente indispensável para forjar epistemologias e alianças políticas feministas, antirracistas e pós-coloniais/pós-ocidentais, pois as Américas Latinas – enquanto formação cultural transfronteiriça e não territorialmente delimitada – devem ser entendidas como translocais em dois sentidos. O primeiro sentido que usamos – o de translocalidade – parte de movimentos além das concepções da “política da localização” empregadas pelo feminismo terceiro-mundista estadunidense. Mais do que “migrar” e “se assimilar”, muitas pessoas nas Américas Latinas cada vez mais se movem de um lado para outro entre localidades, entre lugares historicamente situados e culturalmente específicos, ainda que porosos, atravessando múltiplas fronteiras, e não apenas entre nações (como deixa a entender o termo “migração transnacional”, por exemplo). Empregamos a expressão translocal, então, em um segundo sentido, que chamamos de translocalidades, precisamente para capturar esses cruzamentos e movimentos multidirecionais.

Ano da publicação: 2009

Publicado por/em: Revista Estudos Feministas

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