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4 de fevereiro de 2020

Mulheres e artes visuais no Brasil: caminhos, veredas, descontinuidades

Autora: Luciana Grupelli Loponte

Resumo: 
O presente artigo pretende apresentar uma pequena narrativa não-linear sobre a presença (e ausência) das mulheres no campo das artes visuais no Brasil, principalmente a partir das publicações disponíveis sobre o tema, em especial, catálogos de exposições e textos isolados. A ênfase desta narrativa se dá na busca pela mulher como criadora, e não simplesmente como objeto de representação e contemplação. Para este fim, utilizam-se referenciais dos estudos feministas, assim como incursões teóricas em Michel Foucault. Privilegiando o deslocamento provocado por algumas artistas que transitam entre “manobras radicais” e “discretas ousadias”, percebe-se certa descontinuidade em um discurso repleto de silêncios, ao mesmo tempo de “veredas” que modificam o nosso olhar para o feminino e a própria arte.

Ano da publicação: 2012

Publicado por/em: Revista Visualidades

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29 de janeiro de 2020

Encontro com o machismo na sala de aula: aprendizagens a partir de experiências de professoras

Autora: Luisa Bitencourt Martins e Gabriela da Silva Bulla

Resumo:
Este trabalho tem como objetivo refletir sobre como professoras de línguas lidam especificamente com questões de machismo em sala de aula. Para tal, analisamos três narrativas episódicas selecionadas de um conjunto de dados gerados a partir de entrevistas com três professoras de Língua e Literatura que atuaram e atuam em contexto de escola pública, escola particular e curso de português para estrangeiros. Na análise das narrativas, discutimos os principais desafios e dificuldades enfrentados pelas professoras, bem como as soluções encontradas por elas nestas situações. A análise dos dados aponta para algumas sugestões de encaminhamentos que podem auxiliar professores, tais como: pesquisar e se preparar para possíveis problemáticas que possam surgir em aula; trabalhar gênero e sexualidade a partir de projetos de aprendizagem com sequências didáticas; não responder comentários machistas dos alunos diretamente e sim promover a reflexão e a crítica ao machismo durante o desenvolvimento do projeto e a partir de textos autênticos e de diferentes gêneros do discurso; se preocupar com o papel dos meninos/homens nas discussões em sala de aula sobre gênero e sexualidade; empoderar as mulheres da turma nas discussões. Os desdobramentos das aulas sobre essas temáticas mostram avanços significativos, como alunos repensando suas atitudes como homens e mulheres se sentindo empoderadas.

Ano da publicação: 2017

Publicado por/em: 13º Mundo de Mulheres e Fazendo Gênero 11

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26 de agosto de 2019

A visibilidade lésbica nos espetáculos teatrais da cidade de São Paulo/SP entre 2012 e 2018

Autora: Camila Karla Grillo

Resumo:
Com a discussão sobre as pautas LGBT vigentes na sociedade brasileira, no início do século XXI, encontram-se no teatro, diferentes temáticas que abordam aspectos do universo homoafetivo sobre diversas perspectivas. Entretanto, é possível observar que estes espetáculos contemplam identidades gays, trans e queer, enquanto pouco se fala sobre as temáticas lésbicas. Sendo o teatro um espaço simbólico de transformações sociais, a representatividade das pautas lésbicas se torna um assunto primordial a ser pensado e discutido como um meio de construção de memória e visibilidade na Pós-Modernidade, já que dialoga com a sociedade em geral, bem como com os Estudos Culturais. É nesta dimensão que se discute a visibilidade das temáticas lésbicas em contraponto a quantidade de produções de peças que abarcam a representatividade de outras identidades que se enquadram na categoria LGBT. Seguindo a corrente Pós-Estruturalista, a metodologia adotada é o construcionismo, de caráter qualitativo, utilizando da análise de práticas discursivas. Para tanto, adotou-se como procedimento um levantamento de peças com temáticas LGBT, servindo-se do banco de dados OFF Guia de Teatro SP, com a coleta de dados de espetáculos decorrentes do período 2012 a 2018. Foram realizadas também seis entrevistas semiestruturadas com atrizes que atuaram em alguns desses espetáculos catalogados. Como resultado, compreende-se que existe uma visibilidade das temáticas lésbicas no teatro, do ponto de vista da interação e envolvimento do público, capaz de causar transformações sociais, mas que ainda é limitada pela reprodução da heteronormatividade e do machismo estrutural manifestado por meio da hegemonia gay, resultando, principalmente, na falta de incentivo e investimentos por produtores culturais.

Ano da publicação: 2019

Publicado por/em: PPG Estudos Culturais - Dissertação - Universidade de São Paulo

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24 de agosto de 2019

Neomachismo gay

Autora: Beatriz Gimeno

Resumo (elaborado por nós)Beatriz Gimeno discorre brevemente neste texto sobre o neomachismo vindo de gays, discutindo privilégios que homens, mesmo gays, obtém socialmente. Gimeno pede atenção para a masculinidade gay que está assimilando algumas características da masculinidade hegemônica e continuam por excluir as lésbicas.

Ano da publicação: 2007

Publicado por/em: Blog Alai

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4 de agosto de 2019

Estigmas e estereótipos sobre as lesbianidades e suas influências nas narrativas de histórias de vida de lésbicas residentes em uma cidade do interior paulista

Autora: Lívia Gonsalves Toledo

Resumo: 
Este estudo aborda o modo como estigmas e estereótipos a respeito das lesbianidades influenciam, na esfera da sexualidade, a vida de mulheres que se autodenominam lésbicas. Primeiramente, realizei uma retomada crítica sobre a história da construção desses estigmas e estereótipos para apreender as relações de poder que os sustentam até o presente. Entre estas, estão o machismo, fruto do viriarcado, e seus referentes de sustentabilidade, a saber, a heteronormatividade e o heterossexismo, enquanto formas de relação de poder que, independentemente do vínculo entre as pessoas, regulam a construção de suas identidades de gênero, sexuais e políticas a partir dos estigmas e estereótipos a elas aplicados. O estudo aponta que, em um contexto social machista, as mulheres que se relacionam eróticoafetivamente com outras mulheres permaneceram invisíveis, o que possibilitou a perpetuação de discursos homofóbicos a seu respeito, os quais se apresentam como inteligíveis para os padrões heteronormativos de relações entre as pessoas. Em um segundo momento, entrevistei cinco mulheres lésbicas (três de 18 a 25 anos e duas de 40 a 50 anos, residentes em Assis, interior do Estado de São Paulo, de classe média, de formação educacional até o ensino médio, sendo uma “mulata” e quatro brancas) com o objetivo de compreender como estigmas e estereótipos sobre as lesbianidades influenciam o discurso dessas mulheres no que diz respeito à construção de suas subjetivações. Os resultados apontam que essas mulheres foram (e ainda são) atravessadas pelos estigmas e estereótipos abordados e que há variações no modo como essas influências se deram, em razão da questão geracional e do modo como elaboram o luto da heterossexualidade. Espera-se que este trabalho possa contribuir para a problematização das questões ligadas às políticas públicas dirigidas às (a) mulheres lésbicas e/ou (b) com relações/práticas homoeróticas, bem como para (c) a redução de suas vulnerabilidades nas áreas da saúde, educação, segurança e (d) direitos humanos e sexuais.

Ano da publicação: 2008

Publicado por/em:  Faculdade de Ciências e Letras de Assis - Dissertação - Universidade Estadual Paulista

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