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4 de fevereiro de 2020

Mulheres e artes visuais no Brasil: caminhos, veredas, descontinuidades

Autora: Luciana Grupelli Loponte

Resumo: 
O presente artigo pretende apresentar uma pequena narrativa não-linear sobre a presença (e ausência) das mulheres no campo das artes visuais no Brasil, principalmente a partir das publicações disponíveis sobre o tema, em especial, catálogos de exposições e textos isolados. A ênfase desta narrativa se dá na busca pela mulher como criadora, e não simplesmente como objeto de representação e contemplação. Para este fim, utilizam-se referenciais dos estudos feministas, assim como incursões teóricas em Michel Foucault. Privilegiando o deslocamento provocado por algumas artistas que transitam entre “manobras radicais” e “discretas ousadias”, percebe-se certa descontinuidade em um discurso repleto de silêncios, ao mesmo tempo de “veredas” que modificam o nosso olhar para o feminino e a própria arte.

Ano da publicação: 2012

Publicado por/em: Revista Visualidades

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14 de maio de 2019

O Pensamento Hétero / A mente hétero

Autora: Monique Wittig

Resumo (trecho retirado do texto de Patrícia Lessa sobre Wittig, que pode ser encontrado nesse blog): 
As lésbicas têm suas experiências reduzidas ao comunicado da situação psicanalítica, seus testemunhos políticos não são relevantes frente ao discurso científico do tratamento e da cura, enquanto que o discurso que se encerra no divã serve como modelo a ser examinado como verdade. crítica de Wittig é dirigida aos discursos científicos modernos e às ciências sociais, cujos poderes são exercidos através do silenciamento de vozes sociais [...] Sua crítica é dirigida aos discursos da verdade, que funcionam através de um aglomerado de conceitos, disciplinas, teorias e idéias nomeadas pela autora de: ‘pensamento hetero’. Categoria discursiva que remete ao pensamento de Levi-Strauss, em “o Pensamento Selvagem” [...], o pensamento hetero é o produtor da diferença entre os sexos e é tomado como dogma político e filosófico. Esse pensamento totalizante fornece uma interpretação única para a história, a cultura, a realidade social e para a linguagem. Como conseqüência, Wittig aponta que esse pensamento não concebe como cultura ou aspecto social uma relação que não é ordenada pelo imperativo da heterossexualidade, não concebe outras produções de conceitos que não as suas próprias, e não concebe processos que escapam aos fenômenos da consciência.

Ano da publicação: 2010 (primeira publicação em 1978)

Publicado por/em: Tirado do site http://mulheresrebeldes.blogspot.com.br/2010/07/sempre-viva-wittig.html

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