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28 de julho de 2019

Uma perspectiva sapatão para o estudo do Jornalismo

Autora: Paula Évelyn Silveira Barbosa

Resumo: 
A partir de breve revisão bibliográfica, detalho no que consiste uma perspectiva sapatão de análise e discuto o impacto da adoção dessa categoria em pesquisas sobre o jornalismo e a imprensa. A ideia é provocar um debate sobre a relação entre jornalismo, pesquisa científica e a produção e reprodução de desigualdades e assimetrias de poder nesses espaços. Para isso, discorro sobre a noção de lésbica/sapatão, além de discutir sobre as bases epistemológicas do jornalismo e sua relação com a heteronormatividade. Por fim, a figura da sapatão é apresentada como metáfora para guiar uma virada epistemológica.

Ano da publicação: 2019

Publicado por/em: Revista Brasileira de Estudos da Homocultura - Dossiê (R)existência e Invisibilidade Lésbica: Entre conceitos, panoramas e percursos

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14 de maio de 2019

O Pensamento Hétero / A mente hétero

Autora: Monique Wittig

Resumo (trecho retirado do texto de Patrícia Lessa sobre Wittig, que pode ser encontrado nesse blog): 
As lésbicas têm suas experiências reduzidas ao comunicado da situação psicanalítica, seus testemunhos políticos não são relevantes frente ao discurso científico do tratamento e da cura, enquanto que o discurso que se encerra no divã serve como modelo a ser examinado como verdade. crítica de Wittig é dirigida aos discursos científicos modernos e às ciências sociais, cujos poderes são exercidos através do silenciamento de vozes sociais [...] Sua crítica é dirigida aos discursos da verdade, que funcionam através de um aglomerado de conceitos, disciplinas, teorias e idéias nomeadas pela autora de: ‘pensamento hetero’. Categoria discursiva que remete ao pensamento de Levi-Strauss, em “o Pensamento Selvagem” [...], o pensamento hetero é o produtor da diferença entre os sexos e é tomado como dogma político e filosófico. Esse pensamento totalizante fornece uma interpretação única para a história, a cultura, a realidade social e para a linguagem. Como conseqüência, Wittig aponta que esse pensamento não concebe como cultura ou aspecto social uma relação que não é ordenada pelo imperativo da heterossexualidade, não concebe outras produções de conceitos que não as suas próprias, e não concebe processos que escapam aos fenômenos da consciência.

Ano da publicação: 2010 (primeira publicação em 1978)

Publicado por/em: Tirado do site http://mulheresrebeldes.blogspot.com.br/2010/07/sempre-viva-wittig.html

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