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26 de agosto de 2019

Lesbianidades e as referências legitimadoras da sexualidade

Autoras: Lívia Gonsalves Toledo e Fernando Silva Teixeira Filho

Resumo:

Este trabalho é parte de uma dissertação de mestrado que estudou o modo como estigmas e estereótipos a respeito da lesbianidade influenciam a vida, na esfera da sexualidade, de mulheres que se autodenominam lésbicas, residentes em uma cidade do interior do Estado de São Paulo. O estigma aqui analisado é que lésbicas são mulheres que se frustraram com homens. Tentamos mostrar, a partir das narrativas das participantes da pesquisa e baseando-nos nos estudos de gênero e feministas, como o sistema heteronormativo naturaliza a masculinidade aos homens, a feminilidade às mulheres, e legitima os discursos sobre as lesbianidades a partir do referencial da heterossexualidade. Buscamos mostrar, ainda, algumas estratégias do biopoder para a manutenção desse sistema e, a partir de entrevistas em profundidade, apresentamos como as participantes da pesquisa (mulheres que se autodenominam lésbicas) se articulam com esse estigma e o re-significam a partir de suas próprias narrativas. Essa pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, e realizada pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista – Campus de Assis-SP.

Ano da publicação: 2010


Publicado por/em: Revista Estudos e Pesquisas em Psicologia

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2 de julho de 2019

Questionamentos lesbianos da primazia do falo

Autora: Lívia Gonsalves Toledo e Fernando Silva Teixeira Filho

Resumo (retirado de um trecho do texto): 
Acreditando que as identidades se formam a partir de atores sociais, e se constroem e reconstroem a partir dos discursos, apresentamos aqui recortes de entrevistas em profundidade formuladas a partir da identificação dos mitos e estereótipos identificados nos enunciados cotidianos e que foram construídos sócio-historicamente na história da lesbianidade no Ocidente. Ao colher relatos individuais das participantes, procura-se, a partir do singular, da individualidade do vivido e do experienciado, compreender algumas das possibilidades de vivências que fogem ao contexto da sociedade sexualmente normatizada. Do mesmo modo, buscase compreender como o poder heteronormativo se impõe sobre essa população, muitas vezes acarretando ilegitimidade, marginalização e violência.  

Ano da publicação: 2008

Publicado por/em: Fazendo Gênero 8

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De entendidas e sapatonas: socializações lésbicas e masculinidades em um bar do Rio de Janeiro

Autora: Andrea Lacombe

Resumo: 
Este artigo apresenta os modos de socialização de um grupo de mulheres lésbicas masculinas em um bar do centro do Rio de Janeiro. Através da explicitação das autodenominações e das performances corporais, tento desvendar modos alternativos de construção de masculinidades que tem como suporte o corpo das mulheres e não dos homens. Por sua vez, essas performances dão espaço para a discussão dos modos em que as categorias binárias de homem/mulher e masculino/feminino se desmancham na cotidianidade do campo.

Ano da publicação: 2007

Publicado por/em: Cadernos Pagu

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Sobre saias, calças e bonés: expressão de gênero, geração e sedução entre mulheres que “gostam de mulher”

Autora: Andrea Lacombe

Resumo: 
O presente trabalho pretende analisar os modos particulares em que expressão de gênero e idade/geração se entrelaçam para conformar as sociabilidades dos grupos que se constituem em três espaços de divertimento noturno: Arena e Plural, duas boates denominadas GLS localizadas em Nova Iguaçu, área metropolitana do Rio de Janeiro, e os Bailes da Mary, organizados uma vez por mês no Clube Olímpico no bairro de Copacabana. Particularmente o escopo estará colocado nos grupos de mulheres que frequentam estes espaços e no cruzamento entre a heterogeneidade etária e de estéticas que ali aparecem para tentar enxergar quais masculinidades ali emergem.

Ano da publicação: 2013

Publicado por/em: Revista Antropolítica

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19 de junho de 2019

Mulheres em rede: sociabilidade, moralidade e narrativas biográficas de lésbicas no Piauí e no Maranhão

Autores: Fabiano De Souza Gontijo e Pâmela Laurentina Sampaio Reis

Resumo: 
O artigo apresenta algumas narrativas biográficas de lésbicas que vivem em Teresina e São Luís. Tem como objetivo iniciar uma reflexão acerca das experiências cotidianas de mulheres que se relacionam afetivamente com mulheres e que pertencem a camadas médias urbanas de contextos periféricos. A partir daí, pensa-se na possibilidade de atualização dos sistemas de representações sobre a sexualidade masculina propostos por Peter Fry nas décadas de 1970 e 1980, com base nas moralidades estruturadoras das redes de sociabilidade das mulheres envolvidas.

Ano da publicação:  2014

Publicado por/em: Amazônica, Revista de Antropologia

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Anura visibilidade lésbica e a falta de mercado representativo

Autora: Bárbara de Almeida Martino

Resumo: 
Este projeto surge com a sede de criar um artigo onde mulheres lésbicas não normativas possam ser o foco de um produto desde a sua concepção. O produto deve expressar essa preocupação para que elas possam identificá-lo como objeto de representatividade e visibilidade dentro de um mercado que pouco se preocupa com os desejos deste grupo.
Anura se trata de uma linha de roupa íntima pensada em mulheres que não se enxergam das opções atualmente disponíveis no mercado. Parte da percepção de um mercado carente de roupas íntimas para mulheres sem feminilidade. Ao longo deste relatório, todas as vezes que as palavras “feminino” e “masculino” aparecem se referindo a seres inanimados, estarão entre aspas, pois são termos
não aplicáveis à objetos.

Ano da publicação: 2017

Publicado por/em: Relatório do projeto de diplomação em Projeto de Produto do curso de Desenho
Industrial - Universidade de Brasília

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14 de maio de 2019

Banheiros públicos como demarcação de fronteiras identitárias: experiências de mulheres lésbicas em São Paulo

Autora: Josefina Raquel Cicconetti

Resumo: 
A presente dissertação apresenta a pesquisa Banheiros públicos como demarcação de fronteiras identitárias: experiências de mulheres lésbicas em São Paulo, investigação que traz uma análise crítica sobre as experiências de mulheres lésbicas nos banheiros públicos em São Paulo. No seu objetivo geral, propôs-se identificar as desigualdades em termos de gênero e sexualidade, enquanto marcadores sociais da diferença, que operam nos banheiros públicos, fazendo uso de uma abordagem interdisciplinar entre os Estudos Culturais, as teorias Feministas, Pós-estruturalistas e Queer. Enquanto objetivo específico, buscou-se aprofundar na análise dos sentidos que as entrevistadas produziam ao narrarem suas experiências, analisando assim categorias conceituais e empíricas como mulher, homem, masculinidade, feminilidade, lésbica expressão de gênero e performance de gênero. A abordagem desses temas se contrapõe à concepção idealizada culturalmente dos banheiros como espaço neutro, no qual sua divisão se acredita dar de forma natural. Argumenta-se, por meio das experiências das entrevistadas, como este espaço opera como um dispositivo protocolar do gênero, em termos de indicar os limites e as fronteiras dos processos identitários entre os sujeitos. Desta forma, a não adequação dos sujeitos aos padrões de homem / mulher gera uma ruptura no sistema heteronormativo, no sentido das expectativas e demandas sociais, e aciona diversas técnicas de poder e controle, tornando o banheiro em mais um cenário normativo de afirmação da diferença sexual. O banheiro público é o local por meio do qual, a diferença sexual vai se afirmar e sustentar, já seja no sentido simbólico (os signos, figuras, representações do masculino e do feminino) ou literal (dispositivos de vigilância e controle que estão dispersos no meio social que instituem modelos de corpos-homem e corpos-mulher). Assim, o banheiro público representa, na sociedade paulista contemporânea, o último bastião do sistema heteronormativo e patriarcal.

Ano da publicação: 2019

Publicado por/em: PPG em Estudos Culturais - Dissertação - Universidade de São Paulo

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