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13 de fevereiro de 2020

Fixidez e a desconstrução: uma discussão sobre a identidade lésbica invisibilizada nas artes

Autora: Camila Karla Grillo e Ricardo Lanzarini

Resumo: 
Este artigo traz uma reflexão sobre a importância do teatro para o debate da identidade lésbica no Brasil, com outras artes como as telenovelas brasileiras e a fotografia, que apresenta elementos da cultura afro, base da identidade nacional, bem como traz o estudo de caso da Parada do Orgulho Gay 2017. Para tanto, adotou-se o método indutivo em diálogo analítico com a revisão literária moderna dos estudos queer, especialmente sobre a identidade lésbica. Assim, propõe-se um chamamento para a reflexão e a pesquisa científica sobre a arte lésbica no Brasil, bem como sobre sua visibilidade e representatividade social. Como resultado, há o apontamento das identidades lésbicas que não são devidamente representadas nas artes cênicas brasileiras, tal qual acontece em trabalhos estrangeiros sobre a temática. Levanta-se, também, a provocação para a discussão e a pesquisa que é praticamente inexistente na perspectiva aqui relatada.

Ano da publicação: 2018

Publicado por/em: Revista Ártemis

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24 de agosto de 2019

Uma conversa franca com MH/Sam Bourcier sobre correntes feministas e queer na contemporaneidade

Autoras: Ana Alice Alcantara Costa, Cecília Maria Bacellar, Sardenberg,Márcia dos Santos Macêdo, Felipe Bruno Martins Fernandes

Resumo:
Em visita ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), MH/Sam Bourcier dialogou sobre suas experiências com o feminismo francês, a teoria e os feminismos queer e pós-pornô, entre outros temas. Em meio a uma conversa franca nas línguas inglesa e francesa, num ritmo dinâmico e estilo afiado e sem muitos rodeios, Bourcier debateu com a equipe da Revista Feminismos e integrantes do NEIM sobre temas de grande impacto para os feminismos contemporâneos.

Ano da publicação: 2015

Publicado por/em: Revista Feminismos

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14 de agosto de 2019

Questionando padrões: uma análise das representações lésbicas e idosas da telenovela Babilônia

Autora: Beatriz Arcoverde Bezerra Pires

Resumo: 
Esta pesquisa analisa as representações lésbicas e idosas presentes na telenovela Babilônia (Rede Globo). O objeto de estudo deste trabalho é a representação do casal da novela formado por duas mulheres idosas, Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathália Timberg). Exibida entre 16 de março e 28 de agosto de 2015, a trama apresentou ao público uma relação consolidada entre duas mulheres idosas, abordagem utilizada pela primeira vez em produções da Rede Globo. No trabalho, foi feita uma análise de conteúdo das cenas nas quais as personagens estão inseridas ou são tema das conversas, com o objetivo de entender de que forma os diálogos da telenovela funcionam no combate ou manutenção de certas representações sociais de lésbicas e idosos. Antes da análise, são apresentadas algumas questões que permitem refletir sobre sexualidade e velhice, com apoio em movimentos sociais, na teoria dos estudos de gênero, teoria queer e estudos sobre a terceira idade. Também é apresentado um breve histórico sobre a televisão brasileira e as suas telenovelas para compreender como as representações sociais dessas minorias foram trabalhadas ao longo dos anos. Com a análise, percebeu-se que Babilônia apresentou representações de LGBTs sem caricaturas e que priorizam as discussões sobre preconceitos, discriminação e legitimidade social em aspectos tais como a constituição de família, vida profissional, adoção e casamento. A respeito da velhice, Babilônia desconstrói a representação negativa desta fase da vida e apresenta ao público uma diferente maneira de envelhecer.

Ano da publicação: 2016

Publicado por/em: Faculdade de Comunicação - TCC - Universidade de Brasília

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19 de junho de 2019

“Sempre gostei de música de gay. […] Sou Uma exceção” Construções de identidades lésbicas a partir de práticas de recepção

Autoras: Fernanda Nascimento e Joana Maria Pedro

Resumo: 
Com o pressuposto de que a mídia é esfera fundamental na construção das identidades contemporâneas (KELLNER, 2001), o presente artigo analisa as relações entre as práticas de recepção e a produção de identidades de mulheres lésbicas. O artigo apresenta as considerações parciais de uma pesquisa de doutorado, em andamento, e busca compreender as especificidades de construções que produzem identidades individuais e coletivas, a partir de diferenciações externas e intragrupo. A pesquisa é realizada a partir do arcabouço teórico dos Estudos Culturais e dos estudos queer.

Ano da publicação: 2018

Publicado por/em: 41o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação

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Mãe (nem) sempre sabe: Existências e saberes de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais

Autora: Geni Daniela Núñez Longhini

Resumo: 
A pesquisa buscou compreender a experiência do armário na vida de mulheres LBT (lésbicas, bissexuais, transexuais) em relação às suas famílias. A categoria armário foi compreendida como um dispositivo de regulação da vida das pessoas LGBT e que atua na manutenção da hegemonia heterocisgênera. O material da pesquisa foi pensado à luz de estudos feministas lésbicos, decoloniais, incorporando também contribuições das teorias queer. A análise das falas das mulheres entrevistadas permitiu perceber como elas constroem coletivamente saberes desde suas experiências de gênero, raça e classe. Estes saberes mostraram-se importantes ferramentas para conquista de espaços relacionais saudáveis com suas famílias ou de afastamentos destas, quando necessários para seu autocuidado físico e psíquico.

Ano da publicação: 2018

Publicado por/em: PPG em Psicologia - Dissertação - Universidade Federal de Santa Catarina

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Vale Tudo? A Representação do Primeiro Casal Lésbico da Telenovela Brasileira

Autora: Cíntia Braga

Resumo: 
O presente artigo apresenta uma análise da representação das personagens Cecília e Laís, o primeiro casal de lésbicas representado em novelas brasileiras, em 1988, em Vale tudo. O artigo está inscrito dentro do projeto de análise dos personagens homossexuais nas telenovelas da Rede Globo, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), ligado ao CULT, da Universidade Federal da Bahia. O objetivo é entender, sob a luz da teoria queer, como a representação desses personagens pode combater ou reiterar a homofobia.

Ano da publicação: 2010

Publicado por/em: XII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste

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14 de maio de 2019

Banheiros públicos como demarcação de fronteiras identitárias: experiências de mulheres lésbicas em São Paulo

Autora: Josefina Raquel Cicconetti

Resumo: 
A presente dissertação apresenta a pesquisa Banheiros públicos como demarcação de fronteiras identitárias: experiências de mulheres lésbicas em São Paulo, investigação que traz uma análise crítica sobre as experiências de mulheres lésbicas nos banheiros públicos em São Paulo. No seu objetivo geral, propôs-se identificar as desigualdades em termos de gênero e sexualidade, enquanto marcadores sociais da diferença, que operam nos banheiros públicos, fazendo uso de uma abordagem interdisciplinar entre os Estudos Culturais, as teorias Feministas, Pós-estruturalistas e Queer. Enquanto objetivo específico, buscou-se aprofundar na análise dos sentidos que as entrevistadas produziam ao narrarem suas experiências, analisando assim categorias conceituais e empíricas como mulher, homem, masculinidade, feminilidade, lésbica expressão de gênero e performance de gênero. A abordagem desses temas se contrapõe à concepção idealizada culturalmente dos banheiros como espaço neutro, no qual sua divisão se acredita dar de forma natural. Argumenta-se, por meio das experiências das entrevistadas, como este espaço opera como um dispositivo protocolar do gênero, em termos de indicar os limites e as fronteiras dos processos identitários entre os sujeitos. Desta forma, a não adequação dos sujeitos aos padrões de homem / mulher gera uma ruptura no sistema heteronormativo, no sentido das expectativas e demandas sociais, e aciona diversas técnicas de poder e controle, tornando o banheiro em mais um cenário normativo de afirmação da diferença sexual. O banheiro público é o local por meio do qual, a diferença sexual vai se afirmar e sustentar, já seja no sentido simbólico (os signos, figuras, representações do masculino e do feminino) ou literal (dispositivos de vigilância e controle que estão dispersos no meio social que instituem modelos de corpos-homem e corpos-mulher). Assim, o banheiro público representa, na sociedade paulista contemporânea, o último bastião do sistema heteronormativo e patriarcal.

Ano da publicação: 2019

Publicado por/em: PPG em Estudos Culturais - Dissertação - Universidade de São Paulo

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