Mostrando postagens com marcador Diferença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diferença. Mostrar todas as postagens

4 de dezembro de 2019

Modelo social da deficiência: A crítica feminista

Autora: Débora Diniz

Resumo: 
Trata sobre o feminismo e a sua contribuição para as pesquisas e intervenções em saúde. O tema deficiência foi escolhido para a análise da contribuição da epistemologia feminista para a saúde coletiva, tendo em vista que os estudos sobre deficiência partem do mesmo pressuposto político e teórico do feminismo - o de que a desigualdade e a opressão contra grupos vulneráveis devem ser combatidos - e de que o início da estruturação dos estudos sobre deficiência pautou-se largamente no modelo analítico dos estudos de gênero que supunham a diferenciação entre sexo (natureza) e gênero (social), o que, no campo da deficiência, passou a ser compreendido como a diferença entre lesão (natureza) e deficiência (social). A autora apresenta a estruturação do campo dos estudos sobre deficiência nos anos 1970 e 1980, e, em seguida, comenta o impacto e a contribuição das perspectivas feministas nos anos 1990.

Ano da publicação: 2003

Publicado por/em: LetrasLivres

Clique aqui para acessar o trabalho.

12 de novembro de 2019

Textos escolhidos de Audre Lorde

Autora: Audre Lorde

Resumo:
Audre Lorde (nascida Audrey Geraldine Lorde, 18/02/1934 –17/11/1992) foi uma escritora caribenha-estadunidense, poeta e ativista. Descrevia a si mesma como Negra, Lésbica, Feminista, também “Guerreira” e “Mãe”. Escreveu diversos ensaios em questões como racismo, feminismo, sexualidade. Lorde focou a discussão em diferença não somente entre grupos de mulheres mas também em diferenças conflitivas no individual. "Eu sou definida como Outro em cada grupo que eu faço parte” ela declarou. "A que está fora, ambamente força e fraqueza’. Ela se descrevia ao mesmo tempo como um “continuo de mulheres’ e um “concerto de vozes’ dentro dela mesma.

Textos que se encontram nesta publicação:
  • Não Há Hierarquia de Opressão
  • Entrevista: O Sadomasoquismo na Comunidade Lésbica
  • Os Usos do Erótico
  • A Transformação do Silêncio em Linguagem e Ação
  • As Ferramentas do Senhor não desmantelam a Casa Grande
  • Poemas
Ano da publicação: Várias publicações

Publicação e Tradução: Herética Difusão Lesbofeminsita Independente

Clique aqui para acessar o trabalho.

18 de setembro de 2019

O enigma da igualdade

Autora: Joan W. Scott

Resumo:
Scott estabelece, através deste artigo, uma discussão sobre os conceitos de igualdade e diferença, do gênero, das identidades individuais e de grupo, enfatizando a necessidade de historicidade do tema dentro da sociedade contemporânea. O artigo trata também de questões que envolvem as políticas de ação afirmativa, diferenças de gênero e raça no mundo do trabalho ou acesso de minorias a universidades. Scott argumenta que a questão da igualdade precisa ser entendida em termos de paradoxo.

Ano da publicação: 2005

Tradução: Jô Kianovicz e Suzana Bornéo Funck

Publicado por/em: Revista Estudos Feministas

Clique aqui para acessar o trabalho.

24 de agosto de 2019

Dualismos em duelo

Autora: Anne Fausto-Sterling

Resumo:
Os modos europeus e norte-americanos de entender como funciona o mundo dependem em grande parte do uso de dualismos – pares de conceitos, objetos ou sistemas de crenças opostos. Este ensaio enquadra especialmente três deles: sexo/gênero, natureza/criação e real/construído. Embora este texto verse sobre gênero, discuto regularmente o modo como as idéias de raça e gênero surgem a partir de supostos subjacentes sobre a natureza física do corpo. Entender como operam raça e gênero – em conjunto e independentemente – nos ajuda a compreender melhor como o social se torna corporificado.

Ano da publicação: 2001

Tradução: Plínio Dentzien

Publicado por/em: Revista Cadernos Pagu

Clique aqui para acessar o trabalho.

2 de julho de 2019

Vinte anos depois: mulheres, (homo)sexualidades, classificações e diferenças na cidade de São Paulo

Autora: Regina Facchini

Resumo: 
Este artigo é fruto de pesquisa etnográfica realizada entre 2003 e 2008, com mulheres que se relacionam afetiva e/ou sexualmente com mulheres, na cidade de São Paulo. Tem por foco o modo como a diferença é produzida tanto na distribuição destas mulheres pelos lugares do circuito de lazer noturno em diferentes bairros da cidade quanto nas categorias de classificação mobilizadas para falar sobre a sexualidade. A pesquisa em campo foi conduzida de modo a obter a maior diversidade possível em termos de classe, geração, “raça”/cor e trajetórias e identidades afetivo-sexuais, por meio de observação etnográfica no circuito comercial de lazer paulistano frequentado por estas mulheres e em espaços de sociabilidade privados, complementada por entrevistas em profundidade. O olhar para os resultados revisita alguns dos primeiros olhares teóricos das ciências sociais brasileiras para a temática da homossexualidade, recuperando aspectos que permitem uma aproximação entre algumas destas abordagens e formulações da teoria feminista contemporânea de inflexão pós-estruturalista. A análise retoma os esforços da literatura antropológica brasileira dos anos 1980 em desvendar a articulação entre sexualidade e outras hierarquias sociais, enfatizando a interseção entre diversos eixos de diferenciação social.

Ano da publicação: 2018

Publicado por/em: Revista Gênero

Clique aqui para acessar o trabalho.

19 de junho de 2019

O eu e o mesmo: o amor lésbico na poesia de Adrienne Rich

Autora: Ariane Ávila Neto de Farias

Resumo: 
Este artigo objetiva refletir acerca da construção da subjetividade do sujeito lésbico nos poemas “Splitting” (1978) e “Twenty-one love poems” (1978), da estadunidense Adrienne Rich. Desvinculado das representações sociais que assumem ser o corpo feminino um mero objeto masculino e indo além da noção de que a posse sexual da mulher é fator mantenedor da ordem social, o eu lírico de Rich é, então, o sujeito formado pela e na diferença. Hoje, com a multiplicidade de valores, sentidos e representações, o sujeito feminino centralizado e estático perde seu espaço para uma figura contraditória, dinâmica e fragmentada, resultado de suas experiências. Nesta perspectiva, entende-se que as poesias de Rich aqui discutidas constituem um espaço de reflexão sobre o discurso hegemônico e práticas sociais guiadas pela cultura Ocidental. Assim, pretende-se articular a fala da poeta norte-americana às de teóricas (os) como Michel Foucault (2015), Tânia Swain (2010) e a própria Adrienne Rich (1979; 1986; 2010), mostrando, dessa forma, que com a crescente discussão dessa construção promove-se não só uma nova percepção de mundo, mas uma mudança no quadro de referências e critérios, na avaliação de fenômenos sociais.

Ano da publicação: 2019

Publicado por/em: Revista Itinerários

Clique aqui para acessar o trabalho.