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7 de agosto de 2019

All Sexed Up: a resposta de mulheres lésbicas negras jovens ao sexo (mais) seguro em Johannesburg, África do Sul

Autora: Zethu Matebeni

Resumo:
A saúde sexual de mulheres lésbicas não é um tema frequentemente discutido em nossas sociedades. As questões de saúde da mulher são classificadas sob uma única categoria abrangente e excluem algumas das preocupações específicas de mulheres lésbicas, que, em geral, não têm o mesmo comportamento em relação à saúde que as mulheres heterossexuais. Esta tendência se deve a uma série de razões, entre as quais: falta de conhecimento sobre saúde e risco sexuais lésbicos, medo de estigmatização pelos prestadores de serviço e o processo de "se assumir" (coming out) para esses profissionais, que além de desconhecido, é, algumas vezes, hostil. Além disso, a pouca pesquisa sobre lésbicas e saúde lésbica na África do Sul torna difícil para as mulheres que assim se autoclassificam saberem que questões de saúde sexual as afetam especificamente, bem como onde e de que forma lidar com certos problemas. Existe uma percepção equivocada e generalizada de que questões de sexo seguro não afetam mulheres lésbicas tanto quanto mulheres heterossexuais. O artigo apresenta as visões de um grupo de mulheres de 18 a 35 anos que se autoidentificam como lésbicas na África de Sul. Por meio de questionários autoaplicados e discussões, essas mulheres partilham suas experiências e pensamentos sobre sexo lésbico (seguro) e como elas têm-se relacionado e continuam a se relacionar sexualmente com outras mulheres no momento de HIV e Aids.

Ano da publicação: 2009

Tradução: Thais Medina Coeli Rochel de Camargo

Publicado por/em: Physis Revista de Saúde Coletiva

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3 de julho de 2019

Reflexões a partir de experiências - educação Superior para mulheres de Timor-Leste

Autora: Camila Tribess

Resumo: 
A educação, em especial a educação superior, tem sido apontada como uma possibilidade para as mulheres de romper com a estrutura patriarcal tradicional, de acessar inclusão social e econômica e empoderamento. Nesta pesquisa utiliza-se a ideia de “desaprender” (Spivak, 2014) para compreender de que forma o acesso à educação superior em uma realidade cultural distinta, em especial de mulheres de Timor-Leste estudando no Brasil, pode gerar inclusões, rupturas e questionar lugares e atuações destas mulheres. A partir de entrevistas semiestruturadas com mulheres de Timor-Leste que tiveram este tipo de vivência, a pesquisa analisa os relatos de vida, com ênfase na percepção das relações de poder e dos efeitos gerados pelo acesso à educação superior, e como os discursos e práticas são desnaturalizados a partir de questões de memórias e experiências coletivas e individuais, permitindo assim, que suas atuações sejam repensadas a partir de uma vivência pedagógica decolonial e feminista.

Ano da publicação: 2018

Publicado por/em: Revista Diálogos

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