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11 de março de 2020

Movimento lésbico e Movimento feminista no Brasil: recuperando encontros e desencontros

Autoras: Gilberta Santos Soares e Jussara Carneiro Costa

Resumo: 
O artigo propõe-se analisar a relação entre os movimentos feministas e de mulheres lésbicas no Brasil, problematizando relação marcada por encontros e tensões no campo epistêmico e no político a partir das trajetórias destes no contexto brasileiro de meados de 1970 aos dias de hoje. Considera a reconhecida atuação do movimento feminista e a ação do movimento de mulheres lésbicas na imbricação com o feminismo e o movimento homossexual. Adota o paradigma teórico político que revela o teor heteronormativo do sexismo, incluindo a desconstrução da heterossexualidade obrigatória na abordagem das relações sociais de gênero. Aponta a crítica ao androcentrismo como fundamental para que a dimensão da chamada diversidade sexual realize cortes profundos na dinâmica de exclusão social.

Ano da publicação: 2011

Publicado por/em: Revista Labrys

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13 de setembro de 2019

Ativismo, arte e intimidade: a lesbianidade negro-africana nas fotografias de Zanele Muholi

Autoras: Lucilene Enare Pereira Silva e Elizia Cristina Ferreira

Resumo:
O presente artigo tem a importante missão de narrar a trajetória da artista e ativista Zanele Muholi em sua polêmica e marcante carreira como fotógrafa, a fim de coletar um grande número de informações sobre a artistas e seu trabalho para dar visibilidade às minorias sexuais da África do Sul, a qual têm dedicado muitos anos de sua vida. Para construção e melhor entendimento deste trabalho, o mesmo foi dividido em três subtemas onde o primeiro tem a proposta de apresentar a artista e seu talento para a fotografia, assim como a importância do seu trabalho para o ativismo LGBTQ+ em seu país. O segundo subtema, pretensiosamente chamado de Faces and Phases - nome de uma das mais importantes obras da fotógrafa - busca explorar a intimidade e o erotismo estudados e utilizados por Zanele Muholi para retratar corpos negros que não performam a feminilidade imposta pela sociedade às mulheres de grande parte do mundo globalizado. E por último, o artigo trata de fazer uma investigação e uma análise estético-política sobre a relação da artista com seu trabalho. Para isto foi disposto o artigo “A Dúvida de Cézanne” escrito por Maurice Merleau-Ponty onde o filósofo explora a relação de Cézanne com seu trabalho e se a vida do artista pode ter ou não influenciado na criação de suas pinturas. Este é um artigo de cunho bibliográfico onde foram utilizadas diversas fontes, desde artigos acadêmicos a informações retiradas de fontes como sites. Zanele Muholi tem se dedicado a lutar para dar visibilidade a uma importante luta e este artigo vem com o dever de documentar.

Ano da publicação: 2018

Publicado por/em: Instituto de Humanidades e Letras - TCC - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira

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7 de agosto de 2019

All Sexed Up: a resposta de mulheres lésbicas negras jovens ao sexo (mais) seguro em Johannesburg, África do Sul

Autora: Zethu Matebeni

Resumo:
A saúde sexual de mulheres lésbicas não é um tema frequentemente discutido em nossas sociedades. As questões de saúde da mulher são classificadas sob uma única categoria abrangente e excluem algumas das preocupações específicas de mulheres lésbicas, que, em geral, não têm o mesmo comportamento em relação à saúde que as mulheres heterossexuais. Esta tendência se deve a uma série de razões, entre as quais: falta de conhecimento sobre saúde e risco sexuais lésbicos, medo de estigmatização pelos prestadores de serviço e o processo de "se assumir" (coming out) para esses profissionais, que além de desconhecido, é, algumas vezes, hostil. Além disso, a pouca pesquisa sobre lésbicas e saúde lésbica na África do Sul torna difícil para as mulheres que assim se autoclassificam saberem que questões de saúde sexual as afetam especificamente, bem como onde e de que forma lidar com certos problemas. Existe uma percepção equivocada e generalizada de que questões de sexo seguro não afetam mulheres lésbicas tanto quanto mulheres heterossexuais. O artigo apresenta as visões de um grupo de mulheres de 18 a 35 anos que se autoidentificam como lésbicas na África de Sul. Por meio de questionários autoaplicados e discussões, essas mulheres partilham suas experiências e pensamentos sobre sexo lésbico (seguro) e como elas têm-se relacionado e continuam a se relacionar sexualmente com outras mulheres no momento de HIV e Aids.

Ano da publicação: 2009

Tradução: Thais Medina Coeli Rochel de Camargo

Publicado por/em: Physis Revista de Saúde Coletiva

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